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Cultura | Entre Nós

  Visitei, no dia 4 de maio, a exposição "Entre Nós (A figura humana no acervo do MASP)" no CCBB. A exposição divide-se em 5 núcleos e abrange quadros e esculturas. Obras de autores reconhecidos como Picasso e Van Gogh estão em exibição e permitem a experiência própria de obras tão comentadas. Apesar disso, a exposição encontra seu valor, para mim, em aspectos de sutileza muito mais marcada e de profundidade de reflexão muito maior. A organização do "percurso" é, de certa forma, cronológica e parte da arte medieval até a arte contemporânea. A representação artística da figura humana em um espaço de tempo tão grande – embora tão curto – passa por transformações marcantes e muito visíveis. A apreciação dessas obras permite momentos de prazerosa introspecção. A constatação de "verdades" metafísicas e filosóficas, bem como a própria imersão na "aisthésis" e nos confins do pensamento.

Protótipo V • Objeto Interativo

  O protótipo – finalmente na escala do objeto real – consiste na estrutura central similar a do anterior mas com um aro circundante colocado no lugar de umas das "metades" de fios. O aro tem papel de servir como fechamento para todos os circuitos independentes e vem com papel de solucionar o problema de pareamento único encontrado na ideia anterior. O aro é revestido em plástico metalizado e contém ímãs revestidos em papel alumínio para a condução ocorrer, a esfera central é de isopor e comporta as baterias e a estruturação dos outros elementos, os "tentáculos" são de arame e recobertos com fios. No interior, conectando todos os circuitos, 2 placas centrais retiradas de teclados infantis são colocadas como articuladoras dos outputs sonoros pretendidos.

Protótipos III e IV • Objeto Interativo

  O protótipo – em si, bem precário – consiste de uma estrutura central articuladora que comportaria as baterias e de onde partiriam fios com pontas magnéticas que fechariam circuitos relacionados, individualmente, com notas músicais distintas que soariam a partir da interação entre pessoas e o objeto. A variante (protótipo IV) parte do uso dessa mesma estrutura e acrescente um circuito-teste para o mecanismo de fechamento magnético com um LED apenas. 

Sobre o seminário de Design de Interação

  As obras escolhidas pelo meu grupo foram "Boundary Functions", de Scott Snibbe e "Infinite Cubed" de Cantoni e Crescenti. A obra Boundary Functions consiste de uma base no solo onde são projetadas através de cálculos diversos – especialmente diagramas Voronoi – fronteiras/barreiras/linhas entre as pessoas que estão no campo de abrangência. A obra é interativa na medida em que não funciona com apenas uma pessoa e também por estimular o ingresso e exploração por várias pessoas ao mesmo tempo. A interface (mais) reativa da instalação se mostra extremamente rica na interação dialógica que produz e permite observar a boa execução de um projeto desse tipo, onde há referências prefigurativas, mas seu uso consolida algo que vai além.    Por outro lado, a obra Infinite Cubed, ou "Infinito ao cubo", demonstra muitas falhas na criação de uma verdadeira qualidade de interatividade. O cubo de paredes espelhadas que oscila em seus eixos é interessante...

Pergunta do grupo

"Até que ponto o digital é um facilitador na construção de uma virtualidade?"   O questionamento posto pelo grupo tem intensão de levantar suspeitas acerca dos limites aplicáveis à digitalização do mundo e de seus processos se levada em conta a ótica da virtualização. A virtualidade, enquanto abertura ao processo e desenvolvimento quase espontâneo do estado de devir ou latência das possíveis criações humanas é uma qualidade desejável em muitos processos de concepção pelos quais a construção da realidade passa todos os dias. Se o digital tem potencial de auxílio nesse âmbito, é preciso questionar a extensão desse potencial. O grupo baseou-se na experiência comum de assistir um episódio da série "Black Mirror", onde a mente de uma usuária é "copiada" e dela é feita uma "escrava digital" que conhece cada detalhe da mente original e, portanto, é 100% eficaz em realizar tudo aquilo que ocorre ao redor da "humana" verdadeira. Nessa situa...

Croquis | Inhotim

Galeria Adriana Varejão / externo / 2pdf - papel manteiga, lápis HB, B, B2 e B6 Galeria Adriana Varejão / interno / 1pdf - papel manteiga, lápis B, 3B, B6, EcoLápis Faber-Castell sextavado regular azul e azul cobalto

Cultura | Espaço do Conhecimento UFMG

Visitei, no dia 12 de abril o Espaço do Conhecimento da UFMG, onde foi possível conhecer todos os elementos atualmente (na data da visita) em exposição, no quinto andar, o terraço astronômico e a obra "O Aleph", muito interessante e instigante, brinca com a visão e a percepção espacial por meio do uso de espelhos adjacentes que criam efeitos óticos curiosos e complexos. A própria instalação tem formato similar ao de uma escada, o que evoca a ideia de ascensão ou descensão, o que se relaciona com as imagens mostradas e ao "path" da humanidade. Nas escadas, as paredes e degraus são recobertos com desenhos e medidas (escalas) que traçam um percurso pelas dimensões do cosmos. O quarto e terceiro andares comportam, em conjunto, a história do universo e dos Homens, é contada de forma linear a origem do universo, da vida, da humanidade, da cultura e de tudo que conhecemos hoje. É fascinante poder contemplar em um espaço (físico e temporal) tão pequeno tantas coisas. A expo...

Croqui | Museu de Arte da Pampulha

Museu de Arte da Pampulha / interno / 2pdf - papel cartão, lápis B, B2 e B6

Roupa & Arquitetura II

  Questões voltadas para a expressividade de cada um dos dois elementos foram o objeto central de análise e discussão na conversa. Qual a relação do dinheiro/poder aquisitivo com a capacidade de se expressar através da roupa? E da arquitetura? Qual o papel da moda no mundo das roupas e da arquitetura? Diversos questionamentos similares foram levantados e discutidos. A arquitetura pode, enfim, ser concebida enquanto "experiência completa", nisso pode consistir a diferença entre ela e a roupa. A diferença óbvia, evidente e inerente à existência dos dois não deixa, contudo, de existir.

Sobre "Um Lugar ao Sol"

  O documentário retrata a vida e a visão de influentes personalidades que moram em coberturas. A crítica maior fica por conta da total falta de realismo por parte das pessoas que foram retratadas. Comentários como "existem, na sociedade, pessoas que andam de FIAT" – com total sarcasmo – e "as balas deixam um rastro, parecem fogos de artifício" – sem ironia alguma – mostram a completa falta de empatia e praticamente a impossibilidade da existência dessa entre os entrevistados e o "resto do mundo". A noção doentia de que, por estarem "isolados" acima de todos os outros, essas pessoas não integram a sociedade é altamente danosa e prejudicial, pois essas são pessoas influentes que, completamente à parte da realidade, controlam e alteram a vida das massas, ou, minimamente, de alguns grupos. Enquanto produto da arquitetura, o isolamento e o distanciamento têm de ser pesados em quaisquer projetos a serem idealizados ou realizados. A discrepância entre...

Espaço Real & Espaço Virtual

A noção de que habitamos o mundo real e de que o mundo virtual é de alguma forma "menos" ou "menor" é amplamente difundida e aceita, contudo pode ser facilmente questionada. A contemporaneidade, tecnológica, demonstra que o mundo virtual pode não estar tão distante assim de se equiparar à realidade. Sensações, sentidos e até mesmo o acaso podem ser representados no mundo virtual, então o que é que prova que não estamos, nós, no mundo virtual? No debate, levantou-se o argumento da 'energia vital', prana, que distingue em última instância o real do virtual. Creio nesse argumento, a perfeição da representação do real não pode ser senão o próprio real. O plano virtual, se considerado desprovido de princípio vital, não será, nunca, a realidade. Não obstante, constatar a multiplicidade de pessoas e seu consequente espectro de reatividade e sensibilidade à referida energia da vida é necessário. Muitos de nós têm pouca percepção desse tipo de nuance e não distingue ...

Croqui | Parque Municipal

Parque municipal / externo - papel cartão texturizado, lápis B2

Corte com CNC Laser • Objeto Interativo (grupo)

Prancha de Corte criada no SketchUp Vídeo do modelo 3D do objeto criado no SketchUp Integrantes: Mariana Piccoli, Lucas Gonçalves e Lucas Oliveira

Potencial de Mudança na Concepção e Vivência dos Espaços

A forma de pensar a arquitetura sempre foi resultado de uma série de interações entre elementos contextuais. Em períodos históricos diferentes, as necessidades, os interesses e as técnicas distintos ou preferidos moldaram os estilos arquitetônicos e construtivos correspondentes. Na história recente, a disponibilidade e diversidade de recursos tornaram-se, também, influenciadoras no processo conceptivo da arquitetura. Dessa forma, o advento de tecnologias algorítmicas, produtivas e até criativas nos dois últimos séculos permitiu – e passa diariamente a permitir ainda mais – transformações radicais no pensamento arquitetônico. A concepção de novos espaços conversa, hoje, com todo tipo de inovação e a avaliação de novos conceitos enquanto eixos desse processo é, evidentemente, fomentadora de mudança nessa concepção. A parametrização, a prototipagem rápida e a fabricação digital são novos recursos que possibilitam uma arquitetura correspondente ao nosso período histórico, as técnicas e os ...

Crítica ao P2 de OI de Lucas Oliveira

O segundo protótipo de objeto interativo desenvolvido por Lucas Oliveira "é formado por dois capacetes com a viseira completamente opaca, dentro de cada capacete existem 'pisca-piscas'. Da parte de trás de cada capacete saem fios que se ligam na roupa dos usuários, na ponta de cada fio existem botões, esses botões alteram o padrão de luz do pisca-pisca do outro capacete." A proposta avança em relação ao primeiro protótipo ao tornar mais simples a interação com o objeto, mas também mais intensa. O uso do contato humano entre os usuários é uma exploração inteligente das possibilidades abertas pelo primeiro protótipo. Há que se considerar, contudo, a viabilidade e os detalhes envolvidos na composição desse objeto, como a intensidade das luzes e a precisão necessária para gerar os efeitos esperados sem que a experiência torne-se desagradável para os usuários.

Protótipo II • Objeto Interativo

O segundo protótipo, refinado, propõe uma interação "livre" e consiste num emaranhado de arames conectado a um poliedro de espelhos e um recipiente contendo diversos tecidos e fitas que podem ser dispostos nos fios. O invólucro de boca da ideia anterior, muito banal e representativo, foi eliminado e re-imaginado a partir da proposta do contato lúdico-visual, aspecto central no desenvolvimento do objeto.

Protótipo I • Objeto Interativo

Consistindo de uma "câmara escura", um espelho e um invólucro em formato de boca, o protótipo permite que se utilize de outros objetos a serem retirados da câmara escura para interagir com o espelho e o meio. A ideia surgiu da conexão entre meu objeto (isqueiro) com um óculos e um batom, elementos relacionados à visão.

Rede de Objetos

Meu objeto era um isqueiro, ao qual conectei um óculos (Letícia Almeida – http://lehalmeidasilva.blogspot.com.br) e um batom (Gustavo Jun – http://aiajumoritani.blogspot.com.br). A ele foi conectado, também, um sketchbook (Leonardo Kou – http://leonardokou.blogspot.com.br).

Cultura | Objeto Vital

     Visitei, no dia 26 de março, o Centro Cultural do Banco do Brasil, "CCBB", no circuito cultural da Praça da Liberdade, onde estava em exibição a mostra "Los Carpinteiros: Objeto Vital" e outras obras. O ambiente é agradável, a entrada foi franca e as obras são convidativas e estimulantes, no que tange a reflexão política e social, há muito a se ganhar com a visita. Os artistas criam diversas peças explorando técnicas que vão da aquarela à marcenaria e criam, assim, uma multiplicidade de objetos artísticos muito rica.

Crítica ao croqui de Bárbara O. Barbosa

  O croqui escolhido é o croqui externo de ponto de fuga único, feito pela Bárbara de Oliveira Barbosa –  http://barbaraobarbosa.blogspot.com.br – em que ela retrata a fachada da Escola de Arquitetura. O desenho tem grande leveza e traços suaves que tornam sua apreciação agradável. A percepção da tridimensionalidade perspectiva é bem feita e as proporções são respeitadas, permitindo reconhecer facilmente a edificação. O enquadramento do desenho não é convencional, o croqui está descentralizado e boa parte do papel está em branco, o que pode ou não ter sido um recurso expressivo. Há, assim, uma concentração de elementos no quadrante superior esquerdo da página. O preenchimento de elementos com o lápis e a alternância de intensidade dos traços gera percepções de materiais e profundidade que enriquecem o croqui. De modo geral o croqui cumpre seu papel representativo e envolve o observador com particularidades que incitam curiosidade e interesse. 

Croquis | EA

Escola de Arquitetura / externo / 2pdf – papel cartão texturizado, lápis B2 Escola de Arquitetura / externo / 1pdf – papel cartão texturizado, lápis B6 e B2 Escola de Arquitetura / interno / 1pdf – papel cartão texturizado, lápis B2 Escola de Arquitetura / interno / 2pdf  – papel kraft, lápis de cor branco

Roupa & Arquitetura

   Roupa e Arquitetura são, palpavel- e evidentemente coisas diferentes; no plano da realidade material, os dois são distintos. Apesar disso, com pouca reflexão é possível perceber a grande semelhança existente entre os dois conceitos. Se forem descritas apenas as funções, definições e características desses elementos: abrigar, proteger, delimitar espaços/privacidade, expressar ideias, sentimentos, individualidades, etc, é correto dizer que, certamente, podem ser atribuídas a ambos. É impossível definir se, nessas condições de descrição, trata-se exclusivamente de apenas um e/ou de qual dos dois. Da mesma forma, tanto um quanto o outro seguem tendências estilísticas, estéticas e sociais que alteram-se na cronologia da história e que são, também, fortemente influídos pelas condições ambientais, climáticas e pessoais às quais estão submetidos. Similarmente, tentar diferenciar os dois tópicos pela situação de seu advento ou por seu desenvolvimento histórico é ineficiente. Poderi...

Sobre "Animação Cultural", de Vilém Flusser

  O texto "Animação Cultural", de Vilém Flusser, trata da condição humana pela ótica da objetividade, que, no texto, ganha conotação diferente da comumente empregada. De impacto inicial é a noção inovadora, para mim, de que o Homem é objeto antes de ser animal, ou de que, minimamente, na nossa cultura, o Homem posiciona-se, quase inconscientemente, como objeto. Ao mencionar o "mito fundador" da civilização ocidental contemporânea – trata-se, de forma discreta, da narrativa da criação do Homem segundo o livro do Gênesis, na Bíblia – o autor parte de um ponto de vista incomum para tornar notório o teor objetivo impresso na figura humana por nós mesmos. Ainda mais fascinante é a constatação subliminar da fragilidade da nossa mente, que insiste em acreditar no controle absoluto que supostamente exercemos sobre os objetos e a natureza que nos cercam. Mais adiante, o texto explora a "revolução" orquestrada pelos objetos, que têm por interesse maior controlar a ...