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Mostrando postagens com o rótulo Críticas

Sobre o seminário de Design de Interação

  As obras escolhidas pelo meu grupo foram "Boundary Functions", de Scott Snibbe e "Infinite Cubed" de Cantoni e Crescenti. A obra Boundary Functions consiste de uma base no solo onde são projetadas através de cálculos diversos – especialmente diagramas Voronoi – fronteiras/barreiras/linhas entre as pessoas que estão no campo de abrangência. A obra é interativa na medida em que não funciona com apenas uma pessoa e também por estimular o ingresso e exploração por várias pessoas ao mesmo tempo. A interface (mais) reativa da instalação se mostra extremamente rica na interação dialógica que produz e permite observar a boa execução de um projeto desse tipo, onde há referências prefigurativas, mas seu uso consolida algo que vai além.    Por outro lado, a obra Infinite Cubed, ou "Infinito ao cubo", demonstra muitas falhas na criação de uma verdadeira qualidade de interatividade. O cubo de paredes espelhadas que oscila em seus eixos é interessante...

Crítica ao P2 de OI de Lucas Oliveira

O segundo protótipo de objeto interativo desenvolvido por Lucas Oliveira "é formado por dois capacetes com a viseira completamente opaca, dentro de cada capacete existem 'pisca-piscas'. Da parte de trás de cada capacete saem fios que se ligam na roupa dos usuários, na ponta de cada fio existem botões, esses botões alteram o padrão de luz do pisca-pisca do outro capacete." A proposta avança em relação ao primeiro protótipo ao tornar mais simples a interação com o objeto, mas também mais intensa. O uso do contato humano entre os usuários é uma exploração inteligente das possibilidades abertas pelo primeiro protótipo. Há que se considerar, contudo, a viabilidade e os detalhes envolvidos na composição desse objeto, como a intensidade das luzes e a precisão necessária para gerar os efeitos esperados sem que a experiência torne-se desagradável para os usuários.

Crítica ao croqui de Bárbara O. Barbosa

  O croqui escolhido é o croqui externo de ponto de fuga único, feito pela Bárbara de Oliveira Barbosa –  http://barbaraobarbosa.blogspot.com.br – em que ela retrata a fachada da Escola de Arquitetura. O desenho tem grande leveza e traços suaves que tornam sua apreciação agradável. A percepção da tridimensionalidade perspectiva é bem feita e as proporções são respeitadas, permitindo reconhecer facilmente a edificação. O enquadramento do desenho não é convencional, o croqui está descentralizado e boa parte do papel está em branco, o que pode ou não ter sido um recurso expressivo. Há, assim, uma concentração de elementos no quadrante superior esquerdo da página. O preenchimento de elementos com o lápis e a alternância de intensidade dos traços gera percepções de materiais e profundidade que enriquecem o croqui. De modo geral o croqui cumpre seu papel representativo e envolve o observador com particularidades que incitam curiosidade e interesse.